Espaço dos projetos IJUÍ – MEMÓRIA VIRTUAL e  IJUHY de ANTIGAMENTE, dedicado à divulgação e à socialização de fotografias e documentos históricos, fatos, acontecimentos, curiosidades e informações que preservam, valorizam e tornam acessível a história da cidade de Ijuí, RS, Brasil, promovendo o acesso público à memória coletiva, o compartilhamento do conhecimento histórico e o fortalecimento da identidade local para as atuais e futuras gerações.

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Administrações municipais

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Antigo prédio da Intendência e Prefeitura Municipal

Um dos edifícios mais marcantes dos primeiros tempos da Colônia de Ijuhy foi o prédio construído, em maio de 1903, por determinação da Comissão de Terras ao diretor da Colônia, Dr. Augusto Pestana. Localizado na esquina das ruas do Comércio e Benjamin Constant, destinava-se inicialmente ao funcionamento do escritório da Comissão e, posteriormente, à sede da Intendência da Colônia. Até então, o escritório funcionava desde 1902 em uma construção de madeira situada na entrada da sede colonial, na atual Rua 7 de Setembro, nas proximidades do Canal da Avenida (Av. 21 de Abril). Com o crescimento acelerado da “Villa”, tornou-se necessário transferir a estrutura administrativa para o centro urbano. A conclusão da cumeeira do novo prédio foi celebrada com grande festa, registrada nos anais da Colônia. O momento mais simbólico ocorreu quando o colono Estêvão Protti subiu ao topo do edifício e, ao som de seu bandoneón, executou o “Hino de Garibaldi”, enquanto foguetes eram lançados e vivas ecoavam pela comunidade. A obra custou 19:931$930 e tornou-se a segunda construção oficial simbólica da Colônia — a primeira havia sido o barracão de recepção aos imigrantes. Anos mais tarde, o prédio passaria a ser conhecido como “Prefeitura Velha”. Arquitetonicamente, caracteriza-se pelo estilo Eclético, com inspiração neoclássica. Apresenta linhas retas, simetria, proporção e ornamentação discreta, reforçando a sobriedade institucional. Sua estrutura é portante, construída com tijolos maciços assentados com argamassa de cal, fundações contínuas e cobertura em madeira com telhas de barro. O edifício possui planta retangular. Na fachada sul, há oito grandes janelas e uma porta; na fachada leste, voltada para a praça, quatro janelas e uma porta de acesso aos ambientes administrativos. Embora geralmente se perceba apenas um pavimento, o subsolo torna-se visível a partir do noroeste. Além de sediar a administração colonial, o prédio também abrigou a residência do Dr. Augusto Pestana, nos fundos. Após a emancipação da Vila, em 1912, passou a concentrar os setores administrativos do município, além de repartições estaduais e federais. O subsolo chegou a funcionar como cadeia pública, até a construção de um anexo específico em 1914. Com o crescimento do município, o edifício tornou-se insuficiente. Na administração do Intendente Cel. Dico, foi construído o novo prédio da Prefeitura Municipal, inaugurado em 1933. A partir de então, o antigo prédio passou a sediar o Fórum por várias décadas, até o início dos anos 1980. Posteriormente, abrigou a Secretaria da Fazenda, a 37ª Junta de Serviço Militar e outros órgãos públicos. Segundo estudos e pesquisas recentes, a edificação apresentou ao longo do tempo sinais de deterioração, como infiltrações, fissuras, desprendimento de reboco, oxidação de esquadrias e presença de umidade e vegetação nas platibandas. Conforme análise histórica, o prédio representa um autêntico testemunho arquitetônico do projeto de imigração colonial no Rio Grande do Sul, simbolizando austeridade, ordem e segurança. Sua sobriedade estética e ausência de excessivos ornamentos reforçam o caráter político e institucional que exerceu para a comunidade local. Em 1903, a Colônia contava com cerca de 8 mil habitantes, dos quais aproximadamente 675 viviam na área urbana. No prédio trabalhavam três funcionários estaduais: o chefe, um auxiliar de escritório e o agrimensor.

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68 Engenheiros Da Comissao De Terras E Col. 1906 CB

Após a Proclamação da República, Ijuí nasceu sob a influência do governo republiano “positivista”!

   A criação do primeiro núcleo de colonização após a Proclamação da República: Ijuhy, teve uma orientação política clara e definida!

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02 Caboclos Em 1939 CJ 1024x703

Derrubada do mato onde se construiria a Praça da República

No princípio o engenheiro José Manuel da Siqueira Couto, chefe da Comissão de Terras e Colonização, que fazia a medição dos lotes da Colônia de Ijuhy, foi quem decidiu e demarcou uma área de terra, bem no meio da Colônia, a qual seria destinada à implantação de uma Praça. Mas quem mandou fazer a derrubada do mato, que dominava o local escolhido para a praça da República, foi Horácio da Silva Lima, seu sucessor. Isso teria ocorrido entre os anos de 1892 e 1899. Os troncos abatidos ficaram durante anos desafiando a ousadia dos colonos. Dizem que havia coqueiros de mais de 30 metros estendidos no chão. (nossas, 139)

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70 Recepcao Cel. Dico 1910 CB 1024x555

Chegada de autoridades importantes era sinal de “cidade arrumada”

Dia de festa era também quando chegava por aqui algum graúdo. Toda a população se movimentava. Logo que se anunciava a vinda de uma autoridade importante, tratava-se imediatamente de reparar as estradas, arrumar os pontilhões, dando-se um retoque em tudo, para causar boa impressão ao visitante. Quem dirigia esses trabalhadores era o sr. Estevão Protti, bastante prático nessas coisas. (Nossas) 139) O “Correio” nos tempos do Ijuhy Colonial funcionava mais ou menos regularmente. O “estafeta” no começo pernoitava em Picada Conceição. Era atendido, nos primeiros anos, pela Comissão de Terras. Mais tarde foi entregue aos cuidados da Senhora Elisa Leonardo, esposa do capitão Martins Leonardo, e funcionou mais ou menos onde mais tarde se instalou a firma “Konrad, Bauer & Cia. Ltda”. (Não sei onde ficava). (Nossas 140)

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